CARPE DIEN

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

1as SÉRIES ATIVIDADE VALOR 2,0 NA MEDIA DO PRIMEIRO BIMESTRE - ELEMENTOS DO MAPA

1as SÉRIES

ATIVIDADE VALOR 2,0 NA MEDIA DO PRIMEIRO BIMESTRE


ENTREGAR DIA 16 DE MARÇO PARA A PROFESSORA

A PARTIR DAS INFORMAÇÕES ABAIXO, VAMOS CRIAR UMA 

HISTÓRIA EM QUADRINHOS.

EM FOLHA SULFITE, VOCÊ PODE: DESENHAR, COLAR OU 

IMPRIMIR OS FATOS QUE OS ITENS ABORDAM.

POE EXEMPLO - ORIENTAÇÃO = ROSA DOS VENTOS

E ASSIM POR DIANTE



OS ELEMENTOS DO MAPA

TÍTULO -  Identifica o assunto que trata o mapa e também a área que representa. Poderá ainda mencionar a data da informação representada.


ORIENTAÇÃO - Aponta no mapa a direção correspondente terreno, mostrando o rumo da rosa-dos-ventos.


LEGENDA - Torna possível a leitura do mapa, com o recurso a cores ou símbolos. Ela pode ser explícita ou implícita (quando não necessita de explicação)
Como representariam numa planta: • Museu • Jardim • Estádio de Futebol • Centro Comercial • Área Habitacional • Hospital • Estrada • Ferrovia.


FONTE - Indica-nos o local de onde foram retirados os dados cartografados ou a entidade responsável por esses dados.


ESCALA Um dos elementos fundamentais de um mapa é a escala. Esta indica-nos o número de vezes que a realidade foi reduzida.
ESCALA é Razão entre as distâncias representadas no mapa e as distâncias reais. Escala Numérica e Escala Gráfica
Os mapas podem apresentar diferentes escalas. A informação e a área representada variam consoante a escala do mapa- A maior área representada- A informação mais pormenorizada - A menor redução da realidade. - A maior redução da realidade.
Quanto à Escala, os mapas podem ser:
MAPA DE PEQUENA ESCALA: são aqueles que apresentam pouco pormenor, ou seja, aqueles em que a realidade foi muito reduzida. Representam grandes áreas, como o mundo. 

MAPA DE GRANDE ESCALA: Por outro lado, são aqueles que apresentam grande pormenor, ou seja, aqueles em que a realidade foi pouco reduzida. Representam pequenas áreas, como parques, cidades ou bairros.

1:100.000 GRANDE ESCALA SEM DETALHES – O LUGAR REAL FOI REDUZIDO 100.000 VEZES

1 cm no mapa é igual a 100.000 cm no real

1:50.000  MEDIA ESCALA POUCOS DETALHES - O LUGAR REAL FOI REDUZIDO 50.000 VEZES

1 cm no mapa é igual a 50.000 cm no real

1:25.000 PEQUENA ESCALA COM DETALHES - O LUGAR REAL FOI REDUZIDO 25.000 VEZES

1 cm no mapa é igual a 25.000 cm no real






2as SÉRIES - SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 - GÊNESE GEOECONÔMICA DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

2as SÉRIES




SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1


A GÊNESE GEOECONOMICA DO TERRITORIO BRASILEIRO





1.    • Colonização: • Colônia: • Conquista e domínio territoriais: • Economia Colonial: • Divisão internacional do trabalho: • Acumulação primitiva de capital: • Espaços extrovertidos: • Arquipélago econômico.


2.    Colonização Relação entre uma sociedade que se expande e os lugares onde ocorre essa expansão, configurando uma conquista territorial ou uma adição de território ao patrimônio do colonizador. Exemplo: casos do Brasil e da América espanhola no colonialismo dos séculos XVI ao XIX e da África e Ásia no neocolonialismo (séculos XIX e XX). Entretanto, cabe esclarecer os sentidos da colonização (de exploração e de povoamento), seus impactos na produção e organização dos espaços geográficos coloniais e sua herança na atualidade.


3.    COLÔNIA • Representa a consolidação de domínio territorial, o que implica apropriação de terras, submissão das populações defrontadas e também exploração dos recursos presentes no território colonial. Exemplo: casos do Brasil, África e Ásia.


4.    Conquista e domínio territoriais • A conquista sintetiza a essência da colônia e pode ser considerada um traço comum na maioria dos processos coloniais de exploração (envolvendo, inclusive, o uso da violência). No período inicial da colonização, os europeus apropriaram-se de uma natureza e de territórios já humanizados, em maior ou menor grau, por povos que viviam no que viria a ser o atual território brasileiro. Desse modo, é justo afirmar que o Brasil indígena antecede o Brasil lusitano e o Brasil contemporâneo.


5.    ECONOMIA COLONIAL • Não se restringe apenas à economia do período em que o Brasil foi colônia de Portugal, ou seja, até 1822, ano correspondente à nossa independência política formal, mas prolonga-se até praticamente 1860-1870. isso porque o que caracterizava a economia colonial eram as relações escravagistas de produção que o Brasil manteve até 1888, quando foi promulgada a Lei Áurea. Por esse critério, a implantação do capitalismo no Brasil se deu quando foram introduzidas as relações assalariadas de produção.


6.    Divisão internacional do trabalho • De modo simplificado, é a divisão do trabalho ou da produção, imposta pelos países colonizadores (metrópoles), às suas colônias, cabendo a estas o fornecimento de produtos primários e a compra de produtos manufaturados e industriais na interdependência econômica estabelecida com aqueles.


7.    ACUMULAÇÃO PRIMITIVA DE CAPITAL • Trata-se do processo de acumulação de riquezas ocorrido na Europa, entre os séculos XVI e XVIII, que possibilitou grandes transformação econômicas ocorridas com a primeira Revolução Industrial (séculos XVIII e XIX).


8.    ESPAÇOS EXTROVERTIDOS • Espaços geográficos produzidos e organizados para atender o mercado externo. Exemplos: espaço da agroindústria da cana-de-açúcar (séculos XVI e XVII), espaço da mineração (séculos XIX e XX), espaço do café (século XIX e XX) etc.


9.    ARQUIPÉLAGO ECONÔMICO • Expressa a falta de integração entre as economias regionais que se constituíram como espaços relativamente autônomos de produção e consumo, guardando relações mais estreitas com os mercados externos do que entre si. Vale esclarecer para os alunos que a expressão aplica- se à economia a à configuração geoeconômica do território brasileiro no início do século XX, marcadas pela fragmentação em ilhas regionais, em grande parte resultante da economia colonial.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2



A GÊNESE DAS FRONTEIRAS BRASILEIRAS.

10.  ETAPAS PARA CONSTITUIÇÃO DE UMA FRONTEIRA • A - Definição; operação conceitual na qual é tratado um acordo sobre os princípios gerais para a produção dos limites; • B – Delimitação; que consiste na fixação dos limites por meio de tratados internacionais; • C – Demarcação; que é a implantação física dos limites, por meio da construção de marcos em pontos determinados; e por último. • D – Densificação ou Caracterização; etapa na qual se realiza o aperfeiçoamento sistemático da materialização da linha divisória, mediante intercalação de novos marcos, com o objetivo de torná-los cada vez mais intervisíveis, isto é, facilmente perceptíveis para os dois lados.


11.  UM CONTINENTE EM PÉ DE GUERRA • Travada entre três países sul-americanos, a guerra do Pacífico teve como principal consequência a perda dos territórios litorâneos da Bolívia. • Guerra do Pacífico é o nome dado ao conflito que se deflagrou entre a Bolívia, Peru e Chile pela posse das jazidas de salitre da região de Atacama.


12.  UM CONTINENTE EM PÉ DE GUERRA • Equador • Carlos Arroyo Del Río exerceu a última dessas presidências turbulentas de 1941 a 1944. Sob sua administração ocorreram litígios de fronteira com o Peru, que ocupou pela força grande parte da província do Oriente, área que reivindicava desde 1802. A ocupação foi oficializada, por decisão dos países mediadores (Brasil, Argentina e Estados Unidos), no protocolo do Rio de Janeiro, em 1942.


13.  UM CONTINENTE EM PÉ DE GUERRA • Venezuela • De 1888 a 1892, líderes civis tentaram estabelecer governos representativos até que o general Joaquin Crespo assumiu o poder. Durante os seis anos de seu governo, Crespo teve que enfrentar uma permanente desordem civil. A antiga disputa com o Reino Unido pela definição da fronteira entre a Venezuela e a Guiana britânica se inflamou depois que se descobriu ouro na região em litígio. Um tribunal internacional, reunido por iniciativa dos Estados Unidos, deu parecer favorável ao Reino Unido, em 1899, mas a sentença nunca foi reconhecida pela Venezuela.


14.  SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 TERRITÓRIO BRASILEIRO DO ARQUIPÉLAGO AO CONTINETE • Brasil: do arquipélago ao continente: • Conceito de meio natural: • Conceito meio técnico-científico-informacional.


15.  Conceito de meio natural: • O meio natural é compreendido como o momento em que ainda a natureza comandava a maioria das ações humanas, no qual as técnicas e o trabalho eram totalmente associados às dádivas da natureza. É caracterizado como o período do tempo lento, que se estendeu do surgimento do homem em sociedade ao advento das máquinas.


16.  Caracterização do meio natural • Associando a caracterização do “meio natural” à caracterização geral do território brasileiro entre os séculos XVI e início do XX, é possível destacar com os alunos que durante séculos (século XVI até 1930), o Brasil pôde ser comprado a um “arquipélago” ou país desarticulado. Em síntese, três ordens de fatores podem ser destacadas.


17.  OS TRÊS FATORES • 1. Povoamento: concentrado no litoral e ao longo dos rios (influência do “meio natural”). Nas áreas mais distantes da costa – o sertão – uma população dispersa se ocupava da criação extensiva de gado e culturas de subsistência; • 2. Ausência de integração: as áreas econômicas mais ativas e densamente povoadas estavam isoladas umas das outras, comunicando-se apenas por via marítima (influência do “meio natural”.


18.  OS TRÊS FATORES • 3. Ocupação econômica: até meados do século XX, foi estimulada, principalmente, pela demanda de produtos para o comércio exterior.


19.  Conteúdos relacionados ao “meio natural” • O que prevaleceu no Brasil entre os séculos XVI e início do XX e suas contrapartidas territoriais observadas no mapa A (1890), sugere-se ressaltar e analisar com os alunos: • 1. Os ciclos econômicos e a incorporação do Brasil na divisão internacional da produção (inclusive, é interessante citar o caso da cidade de Salvador – BA - como a primeira capital escolhida em 1549 por sua posição geográfica no “coração” de um país desarticulado, cujo desenvolvimento ocorreu graças à primeira atividade agrícola de peso, a cana-de- açúcar, no Recôncavo Baiano e também na zona da Mata do Nordeste;


20.  Conteúdos relacionados ao “meio natural” • 2. A exploração do ouro e pedras preciosas a partir do século XVIII, responsável pela incorporação de novas regiões à fronteira econômica (os atuais estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; • 3. Como as necessidade de escoamento e de fiscalização da produção mineral deram ao Rio de janeiro (que se tornou a segunda capital da Colônia, em 1763 conforme refletido no mapa A) as condições de desenvolvimento, ampliadas com a chegada da família real portuguesa, em 1808.


21.  MAPA B - 1940 • Relacionando o mapa com o conceito de “meios técnicos” que também integra a sucessão dos meios geográficos no Brasil, surge quando o homem começa a se sobrepor sobre o “império da natureza”, por intermédio da construção de sistemas técnicos. No território brasileiro foi asilado a incorporação das máquinas (telégrafos, ferrovias, portos, etc.), de forma seletiva, caracterizando-se em poucos países e regiões (no caso brasileiro, um exemplo seria São Paulo, conforme retrata o mapa B).


22.  Final da segunda guerra mundial (1945) • Desta época até a década de 1970, o meio técnico” apresenta subperíodos de transição, que fornecerão as bases para a instalação do “meio técnico-científico-informacional” Este se consolidará após um período de transição. • A revolução das telecomunicações, no qual ciência e técnica passam a estar intrinsecamente ligadas, ambas regidas pelas leis de mercado. Observe os eixos rodoviários e a maior integração dos espaços à economia nacional.


23.  Caracterização do “Meio Técnico” • Destacamos que no século XIX, com o desenvolvimento da economia cafeeira no Sudeste, começou a verificar-se uma nova inflexão no processo de valorização do território brasileiro (o que coincide com a transição entre o “meio natural e o meio técnico” suas principais características foram:


24.  Caracterização do “Meio Técnico” • A construção de sistemas técnicos com o surgimento de setores comerciais e bancários, associados às novas condições de transportes e comunicações (estrada de ferro, telégrafo e cabo submarino); • A relativa integração do território que , no início do século XX, era constatada em torno do rio de janeiro e de São Paulo, mas que, no entanto, não era efetiva nas demais regiões do pais, que mantinham com aqueles centros relações tênues e esporádicas.


25.  Caracterização do “Meio Técnico” • A industrialização, cujo desenvolvimento ocorreu intensamente em São Paulo e arredores, permitindo que a cidade e o estado tivessem adquirido papel centram na vida econômica do país. • A ocupação econômica que, na década de 1950, foi favorecida em virtude da ampliação dos esforços para equipar o espaço nacional com vias de circulação e infraestrutura, fortalecendo as relações entre o Sudeste e as demais regiões.


26.  Caracterização do “Meio Técnico” • A construção de Brasília, a nova capital do país, durante o governo de Juscelino Kubitschek, (1956 – 1961), marco representativo do processo de interiorização, expandindo-o em direção ao Centro-Oeste e á Amazônia.


27.  SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 – O BRASIL E A ECONOMIA GLOBAL: MERCADOS INTERNACIONAIS • Clientes e fornecedores do Brasil; • Participação relativa dos continentes no comércio exterior do Brasil; • Balança comercial brasileira: superávits e déficits; • Relação entre o valor das exportações e o das importações de um país, num determinado período de tempo.




28.  • Termo que designa, em economia, a diferença positiva entre receita e despesa na contabilidade de uma empresa ou na balança comercial de um país. • Termo de origem latina que designa, em contabilidade e finanças, situação orçamentária em que as despesas superaram a receita disponível.

3as SÉRIES - SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 - Regionalização do Espaço Mundial

3as SÉRIES


Geografia: Regionalização do Espaço Mundial

Regionalização dos espaços mundiais: repensando classificações

Objetivo(s) 
Ler e interpretar diferentes representações cartográficas para compreender questões contemporâneas da realidade mundial. Compreender e utilizar noções de território e rede geográfica para analisar processos e eventos da realidade mundial.

Conteúdo(s) Regionalização - Espaços mundiais

Desenvolvimento 

1ª etapa 

Introdução

Classificar determinados objetos, eventos ou fenômenos implica separá-los, ordená-los e agrupá-los segundo determinados critérios e objetivos. Durante muito tempo, a Geografia, de modo geral, e a geografia escolar, em particular, operaram com classificações de países segundo seus níveis de desenvolvimento econômico-social ou organização do modo de produção. Assim, classificações de países como desenvolvidos, subdesenvolvidos, em desenvolvimento, 1º, 2º e 3º mundo, países ricos e países pobres, entre outras, povoaram os livros escolares, muitas vezes sem explicitar os critérios e indicadores utilizados ou até mesmo ficando à margem do profundo e acelerado conjunto de mudanças que vêm afetando os quatro cantos do planeta nas duas últimas décadas.
Entre elas, as extraordinárias inovações tecnológicas nos meios de transporte, comunicação e informação, o advento da globalização (ainda que centrada na economia, comunicação e informação), a consolidação de conglomerados transnacionais e do sistema financeiro global (atores cada vez mais desterritorializados), o desmoronamento do "socialismo real", surgimento ou desaparecimento de novos Estados nacionais, a emergência de redes geográficas de alcance planetário, a constituição de blocos comerciais regionais, o elevado crescimento econômico de "países emergentes" e outros. Vale a pena citar a dinâmica espacial dos circuitos ilegais da economia (sobretudo o narcotráfico) e dos chamados grupos terroristas, que utilizam redes de comunicação modernas e frações de diversos territórios como base de suas operações.
Também parece cair por terra a certeza de que as fronteiras nacionais estavam com os dias contados, já que recrudescem formas de vigilância e controle de acesso aos territórios, num "retorno do território" especialmente nos Estados Unidos e na Europa ocidental, não raro alegando questões de segurança nacional. Conflitos e guerras regionais, de cunho marcadamente territorial, também se inscrevem nessa lógica.
Embora o uso das classificações convencionais seja frequente tanto em manuais escolares como em veículos de imprensa, o que se recomenda é o seu uso de forma cuidadosa. Assim, reconhecer formas de regionalização - processo contínuo e desigual de diferenciação de áreas, ou constituição de regiões - dos espaços mundiais para fins de análise tornou-se tarefa muito mais complexa, para além da soma de indicadores econômicos ou do papel das nações numa dada divisão internacional do trabalho.
Convide os estudantes nesta sequência didática a examinar criticamente essas questões, refletindo sobre novos elementos que tornam mais intrincadas e complexas as relações entre lugares, povos, nações e culturas no mundo contemporâneo.

Para iniciar o trabalho, proponha uma análise crítica sobre as classificações regionais de países que aparecem no mapa 1 na pág. 10 e mapa 2 que devem pesquisar sobre uma regionalização por desempenho econômico 1º, 2º e 3º mundo. Sugira que reflitam e deem exemplos sobre a possibilidade ou não dessas classificações regionais apreenderem a complexidade do mundo em que vivemos. Converse com a turma e mostre que, no caso do primeiro mapa, países como a China, Índia e outros do Sudeste asiático alcançaram nos últimos anos expressivos resultados econômicos e melhoria de indicadores sociais, especialmente no caso da primeira. O mesmo critério se aplicaria em diferentes doses a outros países, como Coréia do Sul, México e Brasil. No caso do segundo mapa, destaque que muito pouco dessa classificação pode ser aproveitada atualmente, face à ruína do modelo soviético e a consequente incorporação de nações como as do Leste europeu à economia de mercado. Devem ser considerados também os bolsões de pobreza na América do Norte e as ilhas de prosperidade nos países considerados pobres ou subdesenvolvidos. Peça aos estudantes que organizem as informações que resultaram de suas observações e dos debates em sala de aula.



2ª etapa 
Proponha a seguir o exame do esquema elaborado pelo geógrafo David Harvey, com sistemas de comunicação e seu alcance planetário. Eles auxiliam na compreensão da constituição de redes geográficas contemporâneas. Do latim retis, que significa "fio", a rede é um conjunto de linhas interconectadas que permitem a circulação de fluxos de toda ordem. Elas asseguram a interação entre diferentes espaços, já que no contexto atual tornam mais rápido e eficiente o transporte e a circulação de bens, pessoas e informações. Embora haja uma difusão desigual das inovações, essa nova geografia das redes possibilita também comunicações instantâneas à distância e cria as condições para que empresas transnacionais e o sistema financeiro global operem em escala planetária. Os alunos poderão verificar isso também na configuração de outras redes, como o acesso à internet e usuários desse sistema no mundo ou via as operações no mercado financeiro, o "dinheiro que nunca dorme". Peça aos estudantes que registrem as novas observações.




3ª etapa 
Solicite à turma que observe agora o mapa 4 que apresentam organismos e blocos econômicos que denotam processos de integração regional no mundo e no exemplo do continente americano. Os blocos, sejam eles áreas de livre-comércio, uniões aduaneiras ou mercado comum, são associações criadas por grupos de países para retirar entraves aos intercâmbios comerciais e permitir aos países-membros a adoção de regras comuns internas e nas relações com outros blocos ou nações - o que lhes confere maior peso político e econômico na arena mundial do que se fizessem transações individualmente. Expressando novas fronteiras econômicas, possibilitam a proteção dos mercados internos ao mesmo tempo em que viabilizam a participação em melhores condições no competitivo mercado mundial.
Chama atenção na constituição dos diferentes blocos as associações entre países em diferentes condições econômico-sociais, assim como a participação de vários Estados nacionais em mais de um organismo de cooperação econômica. De outro lado, não foram superadas ainda uma série de questões de ordem política e cultural internas aos blocos, como o nacionalismo e o separatismo. Leve em conta também que no debate internacional envolvendo questões econômicas ou geopolíticas, é possível reconhecer alianças entre países "desenvolvidos" e "subdesenvolvidos", caso dos protocolos sobre meio ambiente, ou que colocam países pobres em posições opostas, caso da candidatura de países para integrar o Conselho de Segurança da ONU.
A partir das informações sobre novos elementos que interferem na organização e regionalização dos espaços mundiais e na relação entre lugares, povos e países, proponha aos estudantes a elaboração de um texto dissertativo sobre o tema. Considere também a possibilidade de desdobramento em novos temas sobre a realidade mundial contemporânea.

Avaliação 


Para avaliar as etapas desenvolvidas nessa sequência didática, considere os objetivos estabelecidos inicialmente e os processos e produtos com os quais os alunos estiveram envolvidos ao longo do trabalho. Considere as progressões individuais e coletivas na leitura e interpretação de dados em textos e mapas e valorize as capacidades de argumentação nos debates sobre a regionalização dos espaços mundiais. Se necessário, prepare avaliações individuais após um balanço final do trabalho desenvolvido.




terça-feira, 16 de fevereiro de 2016



GEOGRAFIA - UMA ARMA PODEROSA 

AUTORA: FABIANA ZULLANI CORRÊA

 
 PARA TODAS AS CLASSES DE 1AS, 2AS E 

3AS SÉRIES

NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO PASSADO O GEÓGRAFO FRANCÊS YESLACOSTE DENUNCIOU, EM SUA OBRA MAIS FAMOSA, O ESTREITO VÍNCULO EN­TRE O SABER GEOGRÁFICO E A EXPANSÃO TERRI­TORIAL E DE ÁREAS DE INFLUÊNCIA, POR PARTE DOS ESTADOS MAIS PODEROSOS.

DE FATO, DESDE A ANTIGÜIDADE 
CLÁSSI­CA, A GEOGRAFIA TEM SERVIDO TANTO COMO AUXÍLIO PARA A MANUTENÇÃO DE DETERMI­NADOS ESTADOS NO PODER, QUANTO PARA A EXPANSÃO DE SEUS DESEJOS IMPERIALISTAS. AINDA QUE O IMPERIALISMO ANTIGO TENHA UM CARÁTER DIFERENTE DO MODERNO, BA­SEANDO-SE EM MECANISMOS POLÍTICOS DE EXPLORAÇÃO E CONTROLE DAS ÁREAS DOMINA­DAS, ENQUANTO O ATUAL SE DESENVOLVE NU­MA ESFERA ECONÔMICA, ASSOCIADA AO SIS­TEMA CAPITALISTA EM QUE VIVEMOS, O USO DA GEOGRAFIA A SERVIÇO DO PRÓPRIO ESTADO É UM FATO BASTANTE RELEVANTE PARA A COMPREENSÃO DA EVOLUÇÃO DO PENSA­MENTO GEOGRÁFICO.

A PARTIR DO SÉCULO I A.C., OS ROMANOS JÁ TERIAM SE APROVEITADO DOS CONHECI­MENTOS GEOGRÁFICOS, CARTOGRÁFICOS E ETNO­GRÁFICOS, DESENVOLVIDOS HABILMENTE EM TEORIA PELOS GREGOS, PARA UTILIZÁ-LOS EM SEUS PROJETOS ESTRATÉGICOS COM RELAÇÃO AO ESPAÇO. DE FATO, A CONQUISTA DE NOVOS TERRITÓRIOS E DE OUTROS POVOS PELO IMPÉRIO ROMANO, OU SEJA, SUA ESTRATÉGIA DE DOMI­NAÇÃO DA SUPERFÍCIE TERRESTRE, ESTARIA BA­SEADA NUM INVENTÁRIO DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS APARENTEMENTE INOFENSIVAS, PORÉM CAPAZES DE GARANTIR O SUCESSO OU O FRACASSO DE UMA CAMPANHA MILITAR.

DURANTE A IDADE MÉDIA, O SABER GEO­GRÁFICO SOFREU CERTO RETROCESSO, POR CAU­SA TANTO DO CARÁTER ENSIMESMADO DOS FEUDOS, QUANTO PELA FALTA DE DESLOCA­MENTOS ESPACIAIS — DECORRENTE DA INSE­GURANÇA DA POPULAÇÃO. MAIS TARDE, COM AS CRUZADAS, TEMOS UMA REATIVAÇÃO DA MOBILIDADE ESPACIAL, COLOCANDO NOVA­MENTE EM CONTATO OCIDENTE E ORIENTE E ABRINDO NOVOS HORIZONTES PARA UMA PO­PULAÇÃO MANTIDA NA OBSCURIDADE POR UMA IGREJA CATÓLICA QUE, PARA PERMANE­CER NO PODER, IMPUNHA SEUS DOGMAS E COMBATIA A FERRO E FOGO A DISSEMINAÇÃO DE QUALQUER CONHECIMENTO CIENTÍFICO.

A PARTIR DO SÉCULO XV, INÍCIO DA IDADE MODERNA, COM O ADVENTO DA EXPANSÃO MARÍTIMA, OS CONHECIMENTOS GEOGRÁFICOS E, PRINCIPALMENTE, CARTOGRÁFICOS, TORNA­RAM-SE DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA O SUCESSO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES E, PORTANTO, PARA A POSSIBILIDADE DE OBTEN­ÇÃO DAS RIQUEZAS NO NOVO MUNDO. NOS SÉCULOS SEGUINTES, COMO CONSEQÜÊNCIA DA RETOMADA DO ANTROPOCENTRISMO E DO SUR­GIMENTO DO POSITIVISMO, A PRÁTICA DA GEOGRAFIA IRÁ CAMINHAR EM DIREÇÃO A UMA SISTEMATIZAÇÃO MAIS OBJETIVA DOS SEUS CO­NHECIMENTOS, FATO QUE VIRÁ A OCORRER NA ALEMANHA, NO INÍCIO DO SÉCULO XIX.

DE FATO, NA ERA DO IMPERIALISMO, O CONHECIMENTO GEOGRÁFICO TORNOU-SE UMA PODEROSA ARMA DAS GRANDES POTÊNCIAS EUROPÉIAS, QUE TINHAM O INTUITO DE EX­PANDIR SEUS DOMÍNIOS COLONIAIS EM DIRE­ÇÃO À ÁSIA E À ÁFRICA, CONTINENTES VISTOS COMO FONTES INESGOTÁVEIS DE MATÉRIA-PRIMA E RECURSOS MINERAIS. NÃO É POR ACASO QUE NOMES COMO ALEXANDER VON HUMBOLDT, KARL RITTER E FRIEDRICH RATZEL VENHAM A SURGIR JUSTAMENTE NUMA ALE­MANHA ÁVIDA POR MERCADOS CONSUMIDO­RES E FORNECEDORES DE MATÉRIAS-PRIMAS. A SERVIÇO DO IMPERIALISMO ALEMÃO, OS CO­NHECIMENTOS DESSES GEÓGRAFOS FORAM DE VITAL IMPORTÂNCIA PARA A EXPANSÃO TERRITO­RIAL AGRESSIVA E PARA GARANTIR O SUCESSO MILITAR. IDÉIAS COMO AS DO BIÓLOGO INGLÊS CHARLES DARWIN, DE QUE SÓ OS ANIMAIS MAIS FORTES E ADAPTADOS SOBREVIVERIAM À NATURAL, ACABARAM SENDO TRANS­POSTAS PARA O CAMPO SOCIAL, JUSTIFICANDO A IDÉIA CAPITALISTA DE QUE SOMENTE OS IN­DIVIDUOS E OS, PAÍSES MAIS FORTES TERIAM SUCESSO GARANTIDO. SOMA-SE A ISSO A IDÉIA DE "ESPAÇO VITAL", FORMULADA PELO GEÓ­GRAFO ALEMÃO FRIEDRICH RATZELSEGUNDO A QUAL OS ESTADOS SERIAM COMO ORGANISMOS VIVOS, TENDO, PORTANTO, UM ESPAÇO A GA­RANTIR PARA A SEU DESENVOLVIMENTO ECONÔ­MICO E É POSSÍVEL PERCEBER COMO A GEO­GRAFIA CAI COMO UMA LUVA PARA OS INTERES­SES DO IMPERIALISMO ALEMÃO, NORTEANDO SUA EXPANSÃO ECONÔMICA, MILITAR E POLÍTI­CA. AS FORMULAÇÕES DESSAS TEORIAS ACABA­RIAM POR JUSTIFICAR NÃO SOMENTE A EXPAN­SÃO ALEMÃ APÓS O SEU PROCESSO DE UNIFI­CAÇÃO (1870), COMO TAMBÉM A EXPANSÃO TERRITORIAL PROMOVIDA POR ADOLF HITLER NA ALEMANHA NAZISTA.

EXISTIRAM MOTIVOS DE SOBRA, PORTANTO, AO LONGO DA HISTÓRIA, QUE JUSTIFICASSEM AS CRÍTICAS CONTUMAZES DE YVES LACOSTE A RESPEITO DESTA ESTREITA VINCULAÇÃO ENTRE GEOGRAFIA, GEOPOLÍTICA E PODER. E ATUAL­MENTE, MESMO APÓS ALGUMAS DÉCADAS DE CRÍTICAS, PERCEBEMOS COMO A GEOGRAFIA CONTÍNUA SENDO USADA, POR ALGUNS PAÍSES, "ANTES DE MAIS NADA, PARA FAZER A GUER­RA." É POSSÍVEL PERCEBER, POR EXEMPLO, CO­MO OS EUA UTILIZAM OS SABERES GEOGRÁFI­COS A FAVOR DE SEUS PRÓPRIOS INTERESSES. NAS ESCOLAS NORTE-AMERICANAS, A GEOGRA­FIA ENSINA APENAS ASPECTOS QUANTITATIVOS DO SEU PRÓPRIO TERRITÓRIO, IGNORANDO OS CONTEXTOS SOCIAIS MAIS AMPLOS E OS DE­MAIS PAÍSES NAS SUAS PARTICULARIDADES. EVI­TAM, ASSIM, QUE O ESTUDANTE FAÇA RELA­ÇÕES QUE PERMITAM COMPREENDER A POLÍTI­CA EXTERNA DOS EUA NAS SUAS CONTRADI­ÇÕES MAIS AGUDAS. POR OUTRO LADO, O GO­VERNO SE APROVEITA DA MESMA IGNORÂNCIA EM QUE A POPULAÇÃO E OS SOLDADOS FORAM MANTIDOS DURANTE A GUERRA DO VIETNÃ PA­RA, RECENTEMENTE, CONSEGUIR APOIO NAS INCURSÕES PELO AFEGANISTÃO E IRAQUE. TE­MOS AÍ UMA FORMA DIFERENTE DE IMPERIA­LISMO, NÃO FUNDAMENTADO NA EXPANSÃO TERRITORIAL, MAS QUE, COMO EM VÁRIOS OU­TROS CASOS DA HISTÓRIA, APROVEITA-SE DE CONHECIMENTOS GEOGRÁFICOS APARENTE­MENTE APOLÍTICOS, MERAMENTE INVENTA­RIANTES E QUASE INOFENSIVOS SOBRE OS VÁ­RIOS LUGARES DA TERRA. GARANTE, ASSIM, SEU PROJETO ESPACIAL DE DOMINAÇÃO E A AMPLIAÇÃO DE SUAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA.




ATIVIDADE VALOR 2,0 PONTOS NA 



MÉDIA DO  PRIMEIRO BIMESTRE.



A PARTIR DO TEXTO, VOCÊ 



SELECIONARA PALAVRA-CHAVE 



(UMA PALAVRA-CHAVE É UMA PALAVRA QUE



SINTETIZA O SIGNIFICADO DE UM CONTEXTO 



OU IDENTIFICA ELEMENTOS RELACIONADOS 



EM LISTAS)  DE CADA PARÁGRAFO 



(PODE SER MAIS DE UMA E ATÉ 



EXPRESSÕES CURTAS).

SEPARE POR PARÁGRAFO, FICA MAIS 



SIMPLES QUANDO FOR FAZER A 



SÍNTESE.



ENTREGAR ATE DIA 26 FEVEREIRO 2016



 SEXTA FEIRA NA SALA 04 PARA PROFA 



BETH DE GEO